Segredos que você precisa contar ao ginecologista

Há coisas que as pacientes não querem discutir com o ginecologista. São segredos que as mulheres compartilham apenas com o terapeuta ou com a melhor amiga, tais como o fato de que elas estão tendo um caso com um homem casado, que têm muitos parceiros sexuais ou que fazem sexo anal sem camisinha.

Razões para falar sobre isso: “Existem mais de 25 tipos de doenças sexualmente transmissíveis, e algumas podem ser fatais, se não forem tratadas. O seu ginecologista pode notar algo incomum durante um exame pélvico ou durante um exame de Papanicolau, mas muitas DSTs exigem testes específicos. Ao contrário da crença popular, não há um exame ou um teste que possa ‘pegar tudo’. Na suspeita de herpes, HIV, hepatite e sífilis, a paciente precisará também fazer um exame de sangue”, informa a ginecologista e obstetra, Cris Carneiro (CRM-SP 59.336).

Dor durante o sexo, incontinência urinária ou fecal ou ainda desconfortáveis ​​peculiaridades anatômicas… Todos esses são temas que ainda deixam algumas mulheres constrangidas.

Razões para falar sobre isso: “Todas essas condições podem ser tratáveis. Relações dolorosas podem ser resultantes de secura vaginal (esta é uma das causas mais comuns de sexo doloroso em mulheres de todas as idades) ou de uma condição como o vaginismo ou a vulvodínia. Em todas essas situações, a dor pode ser amenizada com o uso de lubrificantes, com a prescrição de medicamentos ou com a fisioterapia do assoalho pélvico. A incontinência de qualquer tipo é um problema generalizado e os ginecologistas têm várias opções para o tratamento desse problema, que variam de fisioterapia a cirurgia. Quanto às questões incomuns sobre o corpo, os médicos já viram todos os casos possíveis, e, provavelmente, não irão ‘se assustar’ com o seu caso”, aconselha a médica.

Ocasionalmente, principalmente, nos finais de semana, você fuma.

Razões para falar sobre isso: “É essencial falar para o seu ginecologista que você fuma, mesmo que ocasionalmente. O tabagismo é um dos principais fatores de risco do HPV, que pode evoluir para uma forma de câncer. E o tabagismo também está associado a riscos elevados de formação de coágulos de sangue, ataques cardíacos e derrames em mulheres que tomam contraceptivos hormonais, especialmente acima dos 35 anos de idade. A Organização Mundial de Saúde, OMS, estima que as mulheres que fumam e tomam anticoncepcionais são 20 vezes mais propensas a desenvolver doenças cardíacas do que as não fumantes”, informa a ginecologista Cris Carneiro.

Descuidos típicos com a própria saúde desde a última consulta; não comunicação da ingestão de novo medicamento (fitoterápicos e homeopáticos também precisam ser comunicados) e se algum parente consanguíneo, incluindo os paternos ou não, desenvolveu câncer de mama ou de ovário.

Razões para falar sobre isso: “Sua saúde reprodutiva está relacionada à sua saúde como um todo, assim, uma hemorragia pode estar relacionada a um problema na tireoide. Novos casos de câncer na família são um alerta para que o seu ginecologista solicite testes genéticos BRCA1 ou BRCA2 ou outras medidas de rastreio para se certificar de que você também não desenvolverá um câncer de ovário ou de mama. Não esconda informações, deixe que o seu médico decida se elas são relevantes ou não”, recomenda Cris Carneiro.

Problemas sobre a falta de prazer sexual ou mesmo uma situação de violência em casa.

Razões para falar sobre isso: “O seu ginecologista pode ser uma boa pessoa para você tirar suas dúvidas sobre o orgasmo. Ele pode falar com você sobre potenciais desafios anatômicos ou encaminhá-la a um terapeuta sexual, a uma fisioterapeuta sexual de mulheres, um conselheiro de casais ou outro especialista. E se você está em um relacionamento perigoso ou ameaçador, saiba que o seu médico não vai compartilhar essa informação com ninguém sem sua permissão”, afirma a ginecologista Cris Carneiro.

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