Estudo liga apneia obstrutiva do sono a mortes maternas

A apneia – distúrbio do sono durante o qual uma pessoa para de respirar centenas de vezes por noite – é um fator de risco conhecido para uma ampla gama de problemas de saúde, incluindo câncer, acidente vascular cerebral e até a morte.

E, de acordo com um novo estudo, publicado na revista SLEEP, não há razão para tirar a apneia das preocupações médicas, pois as mulheres grávidas com apneia obstrutiva do sono (AOS) apresentam cinco vezes mais probabilidade de morrer, em comparação às mulheres sem AOS.

Grávidas com AOS também têm um risco maior de comorbidades, incluindo  pré-eclampsia, eclampsia, cardiomiopatia e embolia pulmonar. De acordo com o estudo, a obesidade parece piorar certos efeitos negativos.

Segundo os autores do estudo, eles não esperavam encontrar uma diferença de mortalidade tão grande entre as mulheres grávidas que tinham apneia do sono e aquelas que não tinham o problema, especialmente quando controlados outros fatores complicadores.

“O estudo indica que a apneia do sono pode desempenhar um papel importante no aumento da taxa de mortalidade das mães. Independentemente da mulher ser obesa ou não. É importante que os obstetras identifiquem a apneia do sono em mulheres em idade reprodutiva o quanto antes e as encaminhem para tratamento, preferencialmente, antes da gravidez. A intervenção precoce pode assegurar a saúde da gestante”, defende a  ginecologista e obstetra Cris Carneiro (CRM-SP 59.336).

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