A importância do exame Papanicolau

 

 

O Papanicolau é um exame muito importante, que tem o objetivo de fazer o diagnóstico precoce das lesões precursoras do câncer do colo do útero. Também chamado de preventivo, ele deve ser realizado por todas as mulheres, sexualmente ativas ou não, uma vez ao ano. Caso o resultado seja negativo por três anos seguidos, o intervalo pode aumentar de acordo com a orientação médica.

Apesar de ser um procedimento simples e barato, pesquisa divulgada em 2010 pelo Instituto nacional do Câncer (Inca) revela que 20% das mulheres brasileiras ainda não fazem o exame preventivo. Isso é bastante preocupante porque o exame é de extrema importância e o poder público disponibiliza a estrutura necessária para que todas tenham acesso a ele.

O exame
Primeiramente, o ginecologista faz um exame externo da vulva. Em seguida, introduz o espéculo, também conhecido como bico de pato, pelo canal vaginal para permitir a visualização do colo do útero. O tamanho do instrumento varia de acordo com a idade e o número de filhos da paciente. Ele coleta material da vagina e do colo uterino e envia para ser examinado em laboratório por um patologista.

O Papanicolau é um teste de triagem, logo, não define diagnósticos definitivos. Mas, determina se há alterações nas células cervicais que, se não tratadas, podem evoluir para um câncer. Nesse caso, outros exames são necessários para a confirmação. Além disso, o exame genital periódico também pode detectar infecções viróticas, por exemplo, verrugas genitais e herpes. Além disso, alterações hormonais, principalmente de progesterona e estrogênio, também podem ser observadas com o exame. Ou seja, não há desculpa para não fazer o Papanicolau anualmente. Consulte seu médico e previna-se!

Em que consiste o exame de Papanicolau e que tipo de doenças ele pode diagnosticar?
O exame de papanicolau, também chamado de exame preventivo, consiste na passagem de um aparelho chamado espéculo na vagina para visualização do colo uterino e coleta de um raspado do colo que será mandado a um laboratório, colocado em uma lâmina para exame em microscópio. Basicamente diagnostica alterações nas células que podem vir a causar o câncer do colo uterino.

Como é feito o exame?
E uma exame ginecológico que consiste na introdução de um aparelho chamado espéculo até o fundo da vagina para que se visualize e examine o colo uterino. Após a exposição do colo uterino faz-se a passagem de uma escova no orifício do colo e depois em uma lâmina que será colocada em álcool para ser examinada no laboratório de citologia e anatomia patológica.

Qual é a porcentagem de eficácia do exame para prevenção de câncer de colo do útero?
O câncer do colo uterino é um dos poucos que pode ser prevenido em quase 90% através da citologia ou exame do Papanicolau.

O que é a Displasia Cervical? Por qual vírus ela pode ser causada?
O colo uterino é um órgão do corpo cujas células estão em constante mudança. Alguns fatores, como o vírus HPV podem alterar as células, mudando seu comportamento. Quando a alteração celular é leve chamamos de displasia leve. As displasias cervicais podem ser leve, moderada, grave dependendo do grau de alteração. Para se ter uma ideia o tempo médio de uma displasia leve se tornar um câncer é de 15 a 20 anos. O papel do vírus do HPV na promoção destas alterações ainda não foi totalmente definido. A presença do vírus do HPV no colo mostrou-se mais alta que a incidência das displasias do colo. Portanto a ocorrência de displasia não se deve sé à presença do vírus, mas da condição do hospedeiro (imunidade) e da virulência do vírus (alguns tipos são mais virulentos que outros). Importante ressaltar que 70% das displasias cervicais leves evoluem para cura sem nenhum tratamento.

Qual é a periodicidade em que o exame deve ser feito?
O exame deve ser realizado geralmente 1 vez ao ano na ausência de alterações. De acordo com a OMS, após 2 exames normais a periodicidade poderia ser de 2/2 anos.

Qual é a idade ideal para começar a fazer o exame?
Não há idade ideal, a mulher deve iniciar a realização do Papanicolau junto com o início da atividade sexual até o fim da vida. Mulheres idosas sem atividade sexual há vários anos poderão ser dispensadas do exame, individualizando os casos.

Cite e esclareça alguns mitos relacionados à realização deste exame?
Se o exame mostrar alguma alteração não quer dizer doença grave, fazemos o exame para diagnosticarmos alterações leves e tratáveis. Existe um grande mito em relação ao HPV, de ser uma doença sexualmente transmissível, que pode causar problemas no relacionamento e transtornos emocionais. Atualmente sabemos que talvez o mais importante seria como o hospedeiro reage a sua presença e não simplesmente sua presença.

 

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